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Música, divulgações, diversões, meio ambiente, cultura, divagações e boas conversas. Não necessariamente nessa ordem :-)

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Samba em Família na Fundação Eva Klabin

Muito me honra o convite que recebi de Nenem Krieger para participar de seu projeto, Eva MPB Show, na Fundação Eva Klabin. Nenem é uma produtora de excelência, de bom gosto e figurar entre as suas "escolhas artísticas" é algo que me envaidece!
Então, com a maior alegria do mundo, estaremos lá, no dia 13 de agosto, sábado agora, com o show "Samba em Família" e vamos adorar a presença de vocês!

terça-feira, 5 de julho de 2016

Deco e o Dr. Oswaldo

Esse texto foi escrito em 2007, mas nunca mostrei pra ninguém. Hoje soube que Dr. Oswaldo faria 84 anos e resolvi que era hora de contar essa história. 
Deco, é pra você!


DECO E O DR. OSWALDO

São incríveis as teias que a vida tece e os encontros que ela nos proporciona ao longo do percurso. Vivo cercada de grandes coincidências, por exemplo, que me deixam sempre de boca aberta e com a absoluta certeza de que nada nesse mundo é por acaso.

Conheci Deco Fiori há quatorze anos, quando entrei no grupo vocal Maite-Tchu. Ele, Symô, Cacala e Magda Belotti, ao lado de Fred Biasotto e Antonio Carlos Lobo, os arranjadores, procuravam a soprano que pudesse ocupar a vaga que Aline Cabral acabara de deixar, por ter aceito o convite para participar do grupo Be Happy.

Não vou entrar nos detalhes dessa história, porque ela vale um texto próprio, já que também é um outro caso de inusitadas coincidências na minha vida. Mas o fato é que, uma vez aceita nesse grupo, estava ali formada uma turma que seguiria junta através dos anos em milhares de projetos de diversas naturezas musicais, em shows, gravações e muitos grupos filhotes do Maite-Tchu.

Deco tornou-se um grande amigo e uma figura importante em momentos muito decisivos da minha vida. Descobrimos coisas interessantes que margearam nossas vidas desde que nascemos e que poderiam já ter encurtado o caminho para que nos conhecêssemos muitos anos antes. Por exemplo, o fato de termos morado nas mesmas ruas em nossa infância e adolescência, às vezes até no mesmo quarteirão, dividirmos os mesmos amigos e jamais termos nos esbarrado. Quando nos conhecemos, morávamos um na esquina do outro! E hoje moro em seu apartamento em Copacabana, de onde ele se mudou, no exato momento em que eu precisava arrumar um espaço para mim. Providência divina e muita camaradagem de meu amigo querido.


Tudo isso que escrevi foi para contar que precisaram passar quatorze anos de convivência intensa e quase diária para que minha ficha caísse...

Não sei por que, eu, que sou até bem antenada para nomes, datas, ligações familiares, contatos, essas coisas, nunca havia ligado o nome do Deco àquele homem que tantas vezes vi na minha casa e de quem me escondia embaixo da cama de minha mãe com pavor, só de ouvir seu nome, porque associava “Dr. Oswaldo” a algum médico que pudesse inventar de querer me dar uma injeção, coisa que eu temia e odiava com todas as minhas forças, do alto de meus quatro anos de idade!

Dr. Oswaldo Mendonça foi o incansável e carinhoso advogado que cuidou do processo de minha irmã, quando ela foi presa pela ditadura militar nos bicudos anos 70. Foi um nome muito importante na história jurídica brasileira, sempre defendendo causas nobres, ao lado do lendário Sobral Pinto.

Entrou em minha casa através de uma amiga em comum e tornou-se um grande amigo da minha família, de lá saindo apenas quando o processo foi concluído, muito tempo depois. Perderam o contato pelos anos e meus pais nunca conheceram a fundo a sua história pessoal, mas guardaram para o resto da vida a gentileza do homem que ajudou a minha irmã, sem cobrar um centavo por isso, já que o amigo passou à frente do profissional.

Deco nunca teve oportunidade de falar de mim para o seu pai, pois quando nos conhecemos ele havia acabado de falecer. Dr. Oswaldo com certeza se lembraria da menina que fugia dele e daquela família amiga que havia conquistado e ajudado tanto com seu talento e senso de justiça. Minha irmã ouve hoje essa história muito comovida, minha mãe se impressiona e não acredita e eu sigo pensando que o mundo realmente só tem três pessoas e uma esquina.


Março de 2007 – revisado em 05 de junho de 2016

Eu e Deco em São Paulo - 1997

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Samba em Família no Centro de Referencia da Música Carioca


Hoje é dia de alegria! Show com a minha banda, do novo projeto. O caminho está bonito, vamos construindo o repertório do CD a cada show. Pesquisa boa, prazerosa, com amigos de fé ao lado. Samba em Família diz a que vem e é literalmente desse jeito. Só agradeço!



quinta-feira, 14 de abril de 2016

Perdemos todos...


Não há mocinhos e bandidos nessa história. Não há.  Estamos perdendo todos pela nossa omissão, por nossas pequenas corrupções diárias, por nossa falta de saco de entender mais sobre os mecanismos da política e as ciladas das coligações perigosas.

Não fomos habituados a enfrentar os leões e mata-los todos os dias. Não fomos estimulados a entender profundamente sobre o caos que nos assola. Os livros de história do Brasil que li e com muita atenção na escola acabavam na Era Vargas. Naqueles tempos, nada se falava sobre política contemporânea. Não podia, era proibido.

Eram os anos de chumbo. Sou cria dele como todas as gerações que nasceram depois de 1964. Portanto somos alienados políticos e só entende desse assunto quem correu atrás, quem estudou para isso, quem se interessou. O resto é orelhada, é ouvir o galo cantar e não saber onde, é repetir textos alheios sem refletir, é não ter a menor capacidade de análise, é o limbo e a ignorância que estamos vendo e vivendo todos os dias. Somos todos ignorantes de algo, de muito e tudo escapa. Não há verdades absolutas e nem certezas, ninguém sabe realmente de nada. E estamos brigando, o que é mais incrível! Amizades estão em risco nesse mar de intolerância por algo que se desconhece!

Todos queremos a mesma coisa afinal! Um país livre de corrupção, um pais limpo, sem enriquecimentos ilícitos às nossas custas, sem políticos viciados, mas servidores que dialoguem, que nos escutem, que nos leiam, que nos atendam. Se não houver diálogo entre a população e quem está na administração do pais, não há democracia de fato. Seguimos em ditaduras veladas, onde o que impera é o interesse sempre de muito poucos, ainda mais num país dessa dimensão.

Torço pela democracia e pelo estado de direito, por isso não quero o impeachment mas quero propor um pacto. Entre todos, todos os lados, que são muitos e não apenas os extremos do contra e a favor como se coloca. Se houver impeachment, que sigamos atentos e fazendo pressão para que se limpe de fato essa casa, mas se não houver, que sigamos com a mesma atenção deixando a presidenta trabalhar, mas sob nossas vistas. Porque nada é bom nesse momento. Já perdemos, mas não foi hoje, agora, já estamos perdendo há muitos anos, quando não participamos do processo, no pleno exercício de nossa cidadania, como se ele não nos pertencesse, como se fosse responsabilidade de outrem.


No meio desse lamaçal estamos amadurecendo como nação, como indivíduos políticos e cidadãos. Se há alguma coisa a se aproveitar e sempre há, acho que é isso. O resto vai ser sempre o resto e o futuro vai depender do nosso despertar.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Samba em Família no Bottle's

Vamos esquentando os tamborins para a gravação do CD curtindo mais um show "Samba em Família", dessa vez no Bottle's, no Beco das Garrafas! Eu e minha "tribo de responsa" esperamos por vocês!!!

Só alegria!!!

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Solo, duo, trio, sexteto! Eita vida!!!!

Solo, duo, trio, sexteto! 

Ando a pensar que no meio do caos instaurado nas ruas, nas redes, no pais, com tão pouca verba pra cultura, o que faz com que os artistas se tornem reféns de editais e leis de incentivo, com tão pouco patrocínio, porque quem investe prefere apostar nos medalhões, no povo mais conhecido, enfim, apesar de todos os pesares, que não são poucos, eu me vejo envolvida com quatro projetos de CD!

Todos lindos, todos envolvendo muita pesquisa, todos envolvendo muito estudo, todos me alimentando a alma e gerando igual prazer! Um solo, mas amparada pelo meu quarteto fundamental de instrumentistas, um em duo com a minha parceira Sheila Zagury, um com o meu trio vocal Folia de 3 e outro com o sexteto OuroBa. Todos com amigos e parceiros de música que dão significado ao meu caminhar. Todos me obrigando a estar em dia com meu ofício e confirmando a minha escolha pela música em meio a muitas opções que me cercaram.

Num mundo onde ninguém mais compra CD, onde todos baixam tudo da internet pagando ou pirateando, só se fala de streaming e quetais, eu, aquela movida a manivela, ainda acredito no CD! Francamente!!!!

Pior é que não só acredito, como compro. Até baixo, mas só pagando pra depois correr atrás da ficha técnica. Eu acredito no CD porque acredito na obra. Acredito que quem faz um “disco” está querendo dizer algo com isso, está apresentando uma ideia, um conceito, que em músicas isoladas não conseguiria. É como uma peça de teatro, um balé, uma exposição. As artes são conceituais, mesmo que a interpretação seja livre, que as impressões sejam pessoais. Penso assim o meu trabalho e enxergo assim o trabalho dos meus pares.

Mas, voltando ao que me moveu a escrever esse texto, os meus projetos me enchem de orgulho, porém ou eu estou muito fora da casinha, ou os céus querem dizer algo com isso, porque quatro projetos de uma vez é coisa séria, muito séria. E, cá pra nós? Só agradeço pela oportuna maluquice!

segunda-feira, 7 de março de 2016

O Cinema

A mais linda de todas as mães!

Acho que todos sabem que minha família inteira é ligada à música desde sempre. Mas acho que pouca gente sabe que toda a família comunga de uma segunda paixão, um hobby comum, que não foi combinado, mas também acredito que esteja no DNA e nos une nas horas vagas: o cinema. Desde que nasci nomes como Cary Grant, Deborah Kerr, William Holden, Jane Powell, Ava Gardner, entre muitos, eram falados na minha casa, como se fossem pessoas da família. Meu pai sabia tudo de cinema e minha mãe também. Conheciam todos os atores contemporâneos deles, os mais antigos, sabiam tudo de cinema mudo, mesmo sendo da geração de transição, falavam de histórias, atores e filmes com paixão. 

Meus irmãos nunca ficaram atrás. Fernando tem o requinte de saber os nomes de todos os atores coadjuvantes e dos que entram mudos e saem calados de qualquer filme, de qualquer época! Tanto ele quanto Zeca, aprimoraram o conhecimento de meus pais e sabem tudo de diretores, produções, anos de filmagens. Enfim, isso não é um estudo. Eles sabem porque sabem, porque guardam, porque leem uma única vez e a informação fica. Como são de outra geração, ampliaram o espectro e incluíram os mais modernos. Isso passou para os meus sobrinhos, que foram também além e incluíram sua geração e as seguintes. Bom, o fato é que todos nós, de um jeito ou de outro, gostamos e conhecemos o assunto naturalmente. Eu me interesso pelo tema desde sempre, assisto de tudo, até coisa ruim, só para poder comentar. É mania, é prazer, é o que relaxa, é o que une a família depois de um dia cansativo e é o que nos conecta aos pensamentos fugidios de minha mãe.

Música e cinema são matérias que nos possibilitam entrar em seu universo cada vez mais particular e longínquo, são linguagens que nos ajudam a compreender o que resta dessa pouca memória e que ajudam a perceber, lá no fundo, uma certa conexão com o mundo. Poucas coisas despertam seu interesse, muito poucas hoje em dia, mas essas duas artes provocam nela boas sensações que vamos explorando cada vez mais, terapeuticamente, incansavelmente.


Resolvi investir e comprar todos os títulos dos filmes de seu tempo que encontro pela internet. Foi assim que resgatei preciosidades do cinema musical, dos dramas e comédias  e todos aqueles nomes que povoavam minha casa e que hoje, tão familiares, voltam a fazer parte de nosso dia a dia. Audrey Hepburn linda em Bonequinha de Luxo e A Princesa e seu maravilhoso Plebeu Gregory Peck, Gene Kelly cantando na chuva lindamente ao lado de Debbie Reynolds,  bem antes dela dar à luz a princesa dos Jedis, Leslie Caron e sua eterna cara de criança, Cyd Charisse e as pernas mais famosas de Hollywood, Ginger Rogers arrasando nos braços de um levíssimo Fred Astaire, Grace Kelly e Rita Hayworth, sempre lindas. E que trilhas! Como é linda a música tema de Tarde Demais Pra Esquecer – An Affair To Remember! George e Ira Gershwim, Leonard Bernstein, Richard Rogers, Cole Porter reinando absolutos em trilhas inteiras. Noviça Rebelde, o meu favorito pra sempre, que músicas são aquelas???

Que delicia ver isso tudo novamente, mergulhar no glamour dos clássicos do cinema e resgatar, de certa forma, o brilho no olhar de minha mãe.

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